04/02/08

Mais um Carnaval atribulado

É tradição, já vamos estando habituados...

A Cathy ficou doente, tal como no Carnaval do ano passado, e de há 2 anos :(. Uma virosezita de nada, esperamos nós, que a impediram de ir mascarada para a escola com o lindo vestido de bailarina que o pai tinha comprado.

Ainda tentei vesti-la, só pela graça, mas qual quê... Ela não deixou, berrou e esperneou e eu não consegui. Bem que lhe dizia “é um vestido, é só um vestido”, mas ela via que não era um vestido nada normal, cheio de folhos e negou-se completamente.

Quer isto dizer que, ainda que não estivesse doente, também não iria mascarada para a escola. Enfim...

O Tiago foi mascarado de Duende. Estava um fofo, mas não consegui tirar-lhe uma foto. Estava confiante que podia tirar à tarde, mas ele reservou-nos uma surpresa. É tão guloso que come espinhas e tudo :( Tadito, a culpa não foi dele. Ficou muito aflito, e igualmente ficaram as “amigas crescidas” que correram com ele ao Centro de Saúde e depois para o hospital.

Quando cheguei ao pé dele, estava todo sarapintado na cara. Ele tem a pele muito branquinha, quando se enerva fica cheio de pintas vermelhas. Nunca o tinha visto tão pintalgado. Deve ter berrado pouco. Assim que me viu, desatou a chorar como quem diz “Porque é que demoraste tanto mamã?” e pouco depois, adormeceu no meu ombro.

Não conseguiram encontrar a espinha. Com tanto vómito, já devia ter saído, mas a impressão na garganta ficou-lhe até à noitinha. Ainda se fartou de vomitar em casa. Felizmente, jantou bem e dormiu que nem um anjinho. No Sábado já não era nada com ele.

17/01/08

Festinha

Ontem também o João (e eu) ficou todo babado, porque ensinou a Cathy a fazer festinhas.

Por diversas vezes durante a noite, pedimos para ela fazer e ela dáva-nos esse miminho.

O Tiago também achou piada, mas só encostava a mão, a Cathy fazia mesmo o movimento para cima e para baixo.

É o chamado "faz de conta" não é?

Ontem a Cathy fez uma coisa que nos encheu de alegria.

O João foi dar com ela a brincar com a casinha que lhe oferecemos. Mais precisamente com a bancada de cozinha. Então o que ela estava a fazer era a por um bonequinho de pé na bancada e a fingir que ele saltava para o chão. Na outra mão tinha outro boneco que abraçava o primeiro quando ele chegava ao chão.

Eu fiquei a ver aquilo e nem quis acreditar. Esta é a brincadeira que o João faz com ela depois do jantar. Mete-a na bancada e ela salta para o chão. Com a ajuda do pai, claro que a abraça.

Escusado será dizer que a levámos logo para a cozinha ;) é que ela tinha acabado de jantar e por acaso essa brincadeira ainda não tinha sido feita.

03/01/08

A passagem de ano

E há alguma coisa perfeita?

Claro que não. Mas mesmo com algus precalços a passagem de ano foi boa. É bom saber que temos amigos, é também bom saber que temos uma identidade.

O Tiago e a Cathy ficaram muito bem entregues aos avós e, longe de algum dia nos cobrarem a ausência, vão de certeza agradecer que saibamos viver a vida, sem prejudicar ninguém.

Felizmente tenho este bom apoio, mas mesmo assim custou-me imenso. E depois de falar ao telefone com a minha mãe que me relatava o paraíso lá em casa (com o Tiago a dormir a noite inteira) comentava com o João que o que ainda me ia custar mais era chegar a casa e no mesmo instante o Tiago desatar aos berros.

Assim foi. Mal me viu, não desgrudou mais e por mais que eu tentasse não me deixava segurar a Cathy por um minuto para a amassar com beijos e abraços.

E bem que ela estava a precisar, porque ao fim de 3 dias, ela já estava a ficar impaciente, chegámos mesmo na hora certa disseram os meus pais, porque ela já estava a denunciar a nossa falta. (e foi com satisfação que o notámos)

Depois de 30 minutos em casa, a nossa cabeça já estava em água. Bem-vindos à realidade LOL. O Tiago teve também a sua maneira de dizer que estivemos fora tempo demais. A única coisa boa foi que ele dormiu a noite toda (hoje isso já não aconteceu) mas foi um caso sério para o deixar na escola de manhã. Gato escaldado...

28/12/07

Update

Já passou tanto tempo desde o último post!

Novidades soltas:
Os dentes do Tiaguinho que andavam tão preguiçosos para romper, estão agora a aparecer por todo o lado. Há dias descobri um incisivo lateral inferior e hoje vi mais duas agulhinhas: os molares, um em cima e outro em baixo. Sempre lhe posso dar uim desconto para as noites mal dormidas.


E falando em noites.... pois... mais cedo ou mais tarde ele acaba na nossa cama, quase não falha uma noite...
A Cathy anda muito muito fofa. Lá pode ter umas alturas com menos disposição, mas tem andado muito calminha e alegre. E está linda!!! Não consigo evitar de dizer que os meus filhos são lindos, porque são mesmo (baba)


O meu mano casou, num dia lindo. Que bom que S. Pedro ajudou, fiquei feliz. E os meus bebés aguentaram-se muito bem. A Cathy conseguiu dormir umas 2 horas numa cama improvisada mesmo no meio do espaço destinado à brincadeira da pequenada (isso é que era sono!). Tive medo porque pu-la a dormir sem fralda mas só fez xi-xi no bacio :D


Estamos em mudanças de quartos, eu e o João armámo-nos em pintores, o futuro quarto dos macaquinhos vai ficar lindo e alegre.


O 2008 está aí à porta. Onde tinha eu a cabeça quando concordei em passar o fim de semana + 2ª + 3ª feira (!) fora? Não me tinha apercebido que seriam tantos dias e doi-me o coração pensar que vou estar tanto tempo sem os meus meninos. Sei que preciso e me fará bem, mas isso deixa uma grande responsabilidade para este fim de semana, porque se não for perfeito vou estar sempre a desejar estar noutro sítio..

20/12/07

Mordidelas de amor?

O Tiaguinho apareceu com uma bruta mordidela na bochecha :(
Fiquei fula, pelo relato doeu-lhe e bem, e a marca não deixa grandes dúvidas.
Querida Bianca, podes ser um doce de menina, mas atina lá, que por muito fofo que o Tiago seja, para já para já, ainda não é para ser mordido pelas meninas.
... e não é que hoje de manhã o macaquinho foi-se sentar mesmo ao lado dela?

O apoio aumenta!

Ontem tivémos uma reunião com a terapeuta da Cathy, que é um doce de pessoa. Após um mês de trabalho com ela, com muitas surpresas positivas no que respeita às capacidades e personalidade da Cathy, resolveu que seria vantajoso criar mais um apoio, fora da escola.

Com muita ginástica e implicando trabalho extra, abriu espaço para mais uma hora de apoio para a nossa menina, onde também nós teremos participação.

Ficámos muitíssimo felizes e agradecidos a esta grande profissional. Não sei se será característica comum entre todos eles, a verdade é que todas as educadoras e terapeutas que se têm cruzado no caminho da Cathy têm sido excelentes pessoas que ficarão para sempre no nosso coração.

07/12/07

Upa!

Hoje o nosso macaquinho voltou a partilhar a cama connosco.

À parte de todas as desvantagens, teve uma grande vantagem, é que quando acordou, pos-se de pé na cama, sem qualquer apoio. Rabinho para cima e, upa, levantou as mãos e endireitou-se.

Adorei!

Vá-se lá entender...

De vez em quando, a Cathy surpreende-me.

Esta semana, por duas vezes fartou-se de chorar porque um vizinho não seguiu caminho connosco.

A primeira vez, foi um que entrou juntamente connosco no prédio mas apanhou o elevador. Ela queria à força que o coitado saísse do elevador e fosse para nossa casa LOL. A pensar que pudesse estar a confundir com o pai tentei que ela o visse bem e disse “não é o papá”.

Hoje, saí com a Cathy ao mesmo tempo que outro casal e quando a Cathy vê a vizinha a afastar-se, desata a chorar e foi um caso sério para a meter no carro. Aí não havia desculpa para estar a confundir com o pai ;) ela ia de saia. Por acaso a determinada altura a vizinha volta-se para trás e faz adeus. Coincidência ou não, foi quando acalmou.

O giro mesmo é que além do Bom dia e Boa tarde, não temos qualquer confiança com os vizinhos, porquê a dificuldade de separação?

05/12/07

Xi-xis & crises

Ontem pela primeira vez, a Cathy descuidou-se e fez xi-xi no carro, ao regressar da escola.

Não quis ir para a casa de banho mal chegou a casa, e enquanto o pai a despia, limpava e voltava a vestir, só chorava, berrava e esperneava. Quando finalmente os dois conseguimos vestir-lhe as calças, ela volta a fazer xi-xi.

Ela continuava com a crise e eu questionei-me porque seria, uma vez que nós não a repreendemos e estávamos a falar de modo calmo (embora a gritar por dentro, porque já estávamos a ficar atrasados para a hidroterapia).

Embora me parecesse pouco provável, lembrei-me de tentar novamente levá-la à casa de banho. Ela foi mas não se queria sentar no bacio e no entanto, de vez em quando lá escorria um pouco de xi-xi pelas pernas. Depois de muito hesitar, sentou-se e parecia uma torneira. Limpei-a, vesti-a e ficou feliz da vida...

Agora parece-me óbvio, mas na altura não foi assim tão fácil compreender o motivo da crise. É difícil mantermos o discernimento face a situações destas porque nós próprios temos de conseguir lidar com a frustração de não sermos super-pais, não conseguirmos adivinhar todas as necessidades da Cathy e não sabermos o que fazer.

Um problema mantém-se (para não falar na falta de uma frase simples “quero xi-xi”) porquê esta retenção de xi-xi? De Domingo à noite para Segunda ela não fez mais que umas pingas o dia todo, só voltou a fazer xi-xi na noite de Segunda para Terça, enquanto dormia. Ontem, para ter feito meio penico de xi-xi, é porque esteve imenso tempo a reter novamente. Isto não pode ser normal e não é nada bom.

30/11/07

Doentinha

Ontem a Cathy chegou a casa com febre, lá se foi a natação...

Hoje continua doentinha e muito chochinha. Teve de ficar o pai com ela porque estou cheia de trabalho e detesto estar longe quando eles estão doentes.

Só me apetece dizer “O Inverno é mau, traz chuva, traz frio e traz viroses”. Mais um fim de semana triste com alguém doentinho.

Birras

Anteontem o Tiago fez uma birra tão feia mas tão feia, que até custa a acreditar :(

Lembrou-se o menino que depois do banho tomado, queria sair com a esponja na boca. De modo natural, pu-la de parte e ele começou a chorar. Até aí, era normal e eu tentei orientar a atenção dele para outra coisa mas ele cada vez ficava mais enervado e dava sapatadas a tudo o que eu lhe dava.

Chorou e gritou tanto que eu não sabia o que fazer, ainda para mais estava só enrolado numa toalha com o frio que se vai sentindo e não parava quieto para colocarmos a fralda.

Já com o body vestido e a fralda posta, tive o prazer de ver o jantar de volta. Vomitou imenso e teve de voltar a tomar banho.

Tudo por causa da porcaria de uma esponja. Imaginasse eu que ia dar nisto e tinha-o deixado come-la... Mas não pode ser assim, ele tem de saber que existem limites e não há qualquer justificação para a birra ter alcançado tal dimensão.

Fiquei triste...

14/11/07

Os primeiros passinhos a "solo"

O Tiago já vai dando uns passinhos sozinho. Todo feliz e atabalhoado já tenta correr dos braços da avó para os da mamã, as pernas é que teimam em trocar-se todas com a velocidade e, por isso, não consegue dar muitos passos de uma vez só.

É tão engraçado vê-lo a conquistar a mobilidade, e automaticamente vem-me sempre à memória o dia em que a Cathy começou a andar e já aqui relatei. Ao contrário do que está a acontecer com o Tiago, que vai aumentando o número de passos que consegue dar, de dia para dia, a Cathy começou a andar de repente (aproveitando uma ida minha à casa de banho). Num minuto ela só se movia agarrada aos objectos, noutro estava a correr de um lado para o outro sem praticamente se desequilibrar.

... e foi tão bom!

06/11/07

Porque me chamo Catarina

É o trabalho que a educadora da Cathy pediu aos pais para fazer. A folha será a capa do Dossier que reune os trabalhos deste ano lectivo.

É simples. Fui eu que escolhi o nome mal soube que afinal era uma menina e não um menino. Para rapaz, na altura, estava instalada uma “guerra” porque não conseguíamos concordar no nome e nem discutíamos nomes de menina, tal era a confiança LOL.

Saídos do consultório, a caminho do carro, eu disse ao João, à laia de súplica, ela vai-se chamar Catarina. Ele concordou que era um bom nome.

Então e porquê Catarina?

Acho que nós acabamos sempre por conectar um nome ao perfil de alguém que o tem. Não conheci muitas Catarinas, tenho no entanto de infância, a memória de uma menina com esse nome que sempre me fascinou e passei a associar Catarina com alguém muito alegre, extrovertido e com um “brilho” especial.

Além disso, há aquela música da Ana Faria, que apoia o meu sentimento a este nome:

Das miúdas de sacola
No recreio lá da escola
Quem saltita mais é ela
Refilona e matreira
Rainha da brincadeira
Catarina tagarela

Se alguém diz que já chega
Ainda joga à cabra cega
À macaca e à apanhada
Faz a roda faz o pino
Corre atrás daquele menino
Não sabe o que é estar cansada

Corre, pula, canta, dança, brinca, joga, salta e ri

No entanto, estou há mais de um mês para entregar o trabalho, porque cada vez que penso nesta música, vêm-me as lágrimas aos olhos.

Não vou escrever na capa uma coisa que, ao ser comparada com a realidade não faz sentido.

Vou ter de reflectir mais sobre o que escrever. Provavelmente vai sair algo muito superficial mas acho que é melhor do que ser lamechas.

31/10/07

Hidroterapia

A hidroterapia está agora a correr muito melhor. Ela ainda não colabora com o que lhe pedimos para fazer, está ainda em fase de adaptação, mas já está muito menos tensa, já consegue fluir com a água e temos momentos lindos entre mãe e filha na piscina. Estou a adorar!

Para já, estamos a tentar que ela sopre dentro de água, para evitar que beba metade da piscina. Ontem a terapeuta sugeriu que eu cantasse para a Cathy e que substituísse parte da canção com sopros. Ela não me imitou, mas ria-se perdidamente cada vez que eu interrompia a música para soprar, olhando-me fixamente olhos nos olhos por muito tempo.

Mais uma vez, o anjinho da guarda arranjou as coisas para que conseguíssemos a vaga na piscina para duas vezes por semana, foi por um triz que não nos escapou.

O arranque (tardio) do ano lectivo

Só agora, em Novembro, é que a Cathy vai começar com os apoios da terapeuta e da educadora do ensino especial.

Devo-me alegrar por pelo menos os ter garantido este ano, mas é tão pouco tempo... duas horas com a educadora e só uma com a terapeuta. Sabendo que todo o apoio é pouco e que a Cathy tem tanto para dar, fico triste com uma resposta tão escassa.

Não tenho dúvidas que ambas se hão-de dedicar à Cathy, é pena no entanto que a educadora seja tão nova. Não é desprezar o que não conheco, simplesmente é necessária muita experiência para ajudar uma criança do espectro do autismo, e pulso também.

Queira Deus que se revelem mais dois anjos que a têm à guarda, que na verdade, é o que tem acontecido com os profissionais que nos têm cruzado o caminho. Todos se dedicam imenso à Cathy e têm contribuído para o desenvolvimento dela.

17/10/07

Dá!

Se não os podes vencer, junta-te a eles.

Foi mais ou menos este o meu lema.

Como o Tiago insiste em ir para a casa de banho comigo, e há sempre uma porta que eu não o consigo impedir de abrir, optei por o deixar despejar o armário mas de certo modo a meu pedido. À medida que ele tirava as coisas, eu pedia, ele ia dando e eu arrumava em cima do lavatório. Só precisei de pedir 2 ou 3 vezes e depois foi giro porque ele ia dizendo “Dá” e ia-me dando tudo o que de lá tirava.

No fim acaba por ser bem mais fácil porque ele entretem-se e eu só tenho de voltar a por tudo lá para dentro, mas sem precisar de estar de rabo para o ar a apanhar as coisas do chão ;)

11/10/07

Será possível?

Será possível que o Tiago só esteja bem a fazer asneiras?

Este menino está impossível. Só mexe onde não pode e é mesmo para me desafiar. Já experimentei deixá-lo estar a fazer a asneira e como não digo nada, perde a graça. É sacaninha ou não?

Esta tactica só não resultou à pouco. Por mais que o tentasse impedir de abrir as portas do armário da casa de banho, ele voltava lá e acabou por descobrir que eu não o conseguia impedir de abrir uma das portas porque estava mais longe do meu raio de acção (pois... eu estava com dor de barriga). Então desisti para ver se ele se fartava depressa mas não fartou e conseguiu derramar um frasco de sabonete líquido :(

Voltou a ter crises de choro enormes, que não dá para controlar. Ontem e hoje só sossegou com a mama. Eu cedo porque não é um choro de mimo, ele ou está com dores ou com um grande mal estar por causa das borbulhas que são imensas. Parece um crispy diz o papá, tadinho...

08/10/07

Hidroterapia

A Cathy já teve a 1ª aula de hidroterapia, ou natação como costumo dizer, embora não seja o mesmo.

Não correu nada bem. Foi uma pena termos parado no ano passado com a natação que ela já tinha frequentado entre os 18 e os 28 meses. Nessa altura, ela já tolerava mergulhar com a cabeça toda debaixo de água e já achava piada a saltar para dentro de água. Agora, a menos que seja uma piscina com água pela cintura (dela), ela nega-se a entrar.

Caí na asneira de pegar nela ao colo e entrar na piscina. Ainda tenho as crostas dos arranhões que ela me fez no pescoço, deseperada por sair da piscina e quando conseguiu, não quis voltar a entrar, muito embora lá para o final da aula já mostrasse uma grande curiosidade pela brincadeira do seu companheiro, que parecia um peixe na água.

Na próxima quarta-feira lá estaremos, que eu não desisto facilmente, mas desta vez não a vou forçar. Quem sabe não toma ela a iniciativa de entrar na água, ou, pelo menos de querer fazer "tchap-tchap" com os pés.

Varicela - Parte II

O Tiago já tinha conseguido fazer muitas fintas à varicela, mas desta vez ela apanhou-o mesmo. Tadinho, e como vingança está a atacá-lo forte. Tem o corpo numa lástima.

Agora só podemos deixar o tempo correr, até que seque a última borbulhinha para o rapaz ficar fino.

24/09/07

Wake me up when September ends

É crónico este meu sentimento, desde 2005.

Deve ser perseguição minha, mas tenho tido esta sensação desde que esta música foi editada e este ano não foi diferente.

Estou desejosa que acabe o mês e que Outubro arranque com os apoios que preciso para a Cathy: terapeuta, ensino especial, natação...

Se realmente é verdade que ela anda calminha e bem disposta na escola, então não percebo. Calculo que esteja a interiorizar tudo e a ganhar forças para despejar a frustração em cima de nós quando chega a casa. Ou são só ciúmes? Ou sou eu que ando paranóica?

É aguardar. É colocar nas mãos de Deus como tenho feito, mas fico sempre na dúvida se não tenho de fazer mais.

Doentinhos

A semana passada foi de molho para a Cathy e para o Tiaguinho.

Começou por ela, na 2ª à noite. Depois do banho pareceu-me ver num relance os lábios dela roxos mas achei que só poderia ser impressão minha e nem pensei mais no assunto. Depois do jantar deliciei-me porque ela estava na nossa cama e quando me aproximei ela deitou-se ao pé de mim e deixou-me ficar que tempos agarrada a ela a dar-lhe miminhos. É algo raro que eu adorei, até porque de véspera me tinha irritado bastante com ela ao ponto de só me apetecer chorar de frustração. Mas passado um bocado, comecei a achar que a esmola estava a ser de mais, ela parecia estar quente e estava mesmo. Não há dúvida que, para a Cathy estar mimoquinha algo tem de estar mal.

Acabou por ser uma febrita de nada, que a impediu de ir 2 dias à escola e me deu a oportunidade de ficar esse tempo todo com ela.
Já com a Cathy a prometer estar fina para ir à escola no dia seguinte, telefona-me a Fátima. O Tiaguinho estava com 38,5 ºC... Ora bolas!

Fiquei com ele na 5ª mas tive mesmo de ir trabalhar 6ª feira, muuuito contrariada como é óbvio. A febre ao Tiago atacou bem mais, mas lá deu tréguas no Sábado. No Domingo o meu bebé parecia um bicho quando acordou. Fomos ao CATUS, claro, trata-se de um exantema súbito que é normal após um quadro de febre. Custou-me imenso deixar hoje o Tiago na creche, cheio de mimo e borbulhinhas e a sentir-me a maior cara de pau a dizer à Fátima que são umas borbulhitas de nada e que ele pode lá ficar sem problemas.

Cada vez me custa mais vir trabalhar para um sítio que não me motiva e deixar os meus filhotes quando sei que estavam melhor comigo...

11/09/07

1 ano de ti. Parabéns filho lindo!

Tiago,

Meu filhote, hoje faz um ano que nasceste. Estes últimos dias tenho-os todos registados: no dia 8 fez um ano que dei entrada na maternidade para uma cesareana programada. Por excesso de nascimentos, fomos ficando para trás e lá tive eu de passar o fim de semana na maternidade, nascerias na segunda-feira porque ao fim de semana só se atendem urgências. Quando descobri que dia 11 era feriado na Amadora fiquei fula porque teria de esperar ainda mais um dia para te conhecer mas logo após o pequeno almoço, uma enfermeira disse “Mamã, não coma mais nada que a sua cesareana é à 16 h”. Feliz da vida, até vomitava o pequeno almoço se assim pudesse antecipar o teu nascimento.

Nasceste às 16.56 h. Mal me puseram ao pé de ti, enchi-te de beijos e irritei-me porque tinha as mãos presas e não te pude abraçar, mas foi tão bom.

No recobro já não estava a perceber porque é que lá estava há tanto tempo e não te vinham trazer para ao pé de mim. Reparei em alguns zum-zuns, havia um bebé que não conseguia respirar bem. “Coitado” pensei eu. Um pouco depois, estavam 2 enfermeiras perto da minha cama a comentar que o bebé não estava bem quando se apercebem que eu estava a olhar para elas e calam-se. “O que se passa? Há algum problema com o meu bebé?” perguntei muito a medo. Uma delas aproxima-se de mim e beija-me na testa. “Está tudo bem mamã, não se preocupe”. Pois sim, está mas é tudo mal e nunca imaginei que poderia estar numa situação destas.

O que realmente interessa, é que agora tu és um menino saudável, esperto e com um desenvolvimento em tudo normal, mas aqueles 15 dias na maternidade, nunca os hei-de esquecer. Quando dizemos que o que interessa é que nascam perfeitos e com saúde, é de uma forma tão automática que o contrário nem nos passa pela cabeça.

Tiaguinho, amo-te muito e a felicidade é ter-te ao meu lado. É por vezes aborrecido ver-te tão agarrado a mim, mas esse teu amor é a maior prenda que me podes dar.

Parabéns meu filho!

07/09/07

Coração sempre apertado

Hoje fui levar a Cathy à escola. A Marisa mostrou-me toda feliz, o cantinho que estava arranjar para a Cathy, seguindo o método TEACCH e já estava a trabalhar para o horário de parede que permite estruturar o dia-a-dia da Cathy para ela se sentir mais orientada.

Quer resulte, quer não, fiquei feliz, porque isto mostra que a Marisa está empenhada no trabalho com a Cathy. Acredito que ela se tenha informado bastante sobre a problemática do autismo durante as férias (confidenciou-me que tinha receio que a Cathy não a aceitasse bem) e foi bom ver que ela tem autonomia suficiente para tentar implementar alguns métodos recomendados, mesmo antes de vir o apoio da educadora do ensino especial.

Além disso, referiram que a Cathy está a comer muito melhor sozinha e que o 2º prato está a ter melhor aceitação (em casa está a ser ao contrário, por um ataque de ciumeira aguda, penso eu).
O que me deixou triste, reparo agora que mesmo de rastos, foi aperceber-me que ela lá não está a falar absolutamente nada. Em casa farta-se de dizer o nome dos objectos e já tem um grande repertório. Gosta de apontar para a janela, telecisão, sofá, etc. e dizer o seu nome mas, aparentemente na escola nunca o fez e fiquei triste porque gostava de saber o porquê, uma vez que pelo que me parece, a adaptação à nova sala e educadora pareceu-me ser bastante boa.

04/09/07




De volta à escola

Para a Cathy o dia ontem foi de regresso, mas com algumas mudanças. Ao mudar de sala, mudou também de piso e a Fátima deixou de ser a educadora dela (passou para o Tiago). Estava com algum receio da reacção dela.

Não errámos quando estávamos à espera que ela quisesse subir ao 2º piso e teve de fazer o corredor ao colo porque puxava-nos para o outro lado.

Mal abrimos a porta, ouvimos um grito “CATARINA!!!!” e correram os amiguinhos todos para ela. Foi tão bom. Ela ficou atrapalhada com a recepção, mas foi logo sala dentro, para o local dos brinquedos e nem olhou mais para nós de entretida que estava.

Demos os nossos recados à Marisa, que de qualquer das formas já a conhecia bem e acabámos por ir embora descansados.

No balanço do dia, a surpresa é que o xi-xi foi feito na sanitinha de criança. Sim, daquelas em que a Cathy se recusa a sentar quando vou à casa de banho das crianças no Shopping.

O 1º dia na escola

Hoje foi o 1º dia de escola “a sério” para o Tiaguinho, ontem só lá esteve uma hora, para se ambientar. As instalações estão a estrear, e há ainda alguns pormenores a ajustar, ex. ainda estão à espera da linha telefónica :(. Assim, pedi ao Johny para lá ir depois do almoço e fazer o relatório.

O Tiago chorou um pouco disse a Fátima (imagino esse pouco...), comeu muito bem a sopa e o 2º prato (Whati? Eu nunca lhe tinha dado o 2º prato, mas que besta que sou) e estava a dormir.

Então o relatório até foi positivo, e uma outra revolução em casa está prestes a começar. Estava à espera que o Tiago começasse a comer o 2º prato para incentivar a Cathy, mas não para tão cedo. Tenho decididamente que rever a minha rotina, porque nem sempre tenho o 2º prato para a Cathy e isso não me aborrecia muito, era menos uma guerra que a gente tinha.

E tenho boas novas para hoje. É que acordei às 7 h (ou melhor, a Cathy acordou) e perguntei ao João quantas vezes tinha ido ajeitar o Tiaguinho. “Nenhuma” foi a resposta dele.
Milagre! O Tiago dormiu a noite toda. Espero que assim se repita por muuuuitas noites.

03/09/07

Ronda nocturna

5 a.m. – Depois de o pai já ter ido ao quarto n vezes, o Tiago acorda aos berros. De já bem escaldados que estamos, tiramo-lo logo do quarto que partilha com a Cathy e vamos para a sala (o sítio mais afastado do quarto).
Viramos o Tiago para cima, para baixo, damos pulinhos, cantamos e ele... aos berros.
Água? Também não resulta.
Chucha? Irrita-o de tal forma que ainda berra mais e esbraceja, dá murros, mete a língua de fora para nem sequer conseguirmos meter-lha na boca.
Mama? Confesso que já tentei, mas só resulta no momento, mal eu lha tiro, o berreiro recomeça.
Tentar distraí-lo? Resultou, mais ou menos... Olha lá fora os carros! Ohhh tão lindos! Shhhh bebé, vá lá. Agora já queres a chucha?
Lá se acalma, encosta a cabecinha no meu ombro e fica assim um tempito, até que voltam os berros e a fúria.
Entretanto – A Cathy acorda com o granel na outra ponta da casa (pois, não é muito grande, não) e lá vai o pai tentar adormecê-la.

6 e tal a.m. – O Tiago finalmente arrocha. A Cathy está acordada.
Como ontem tinha sido ao contrário, troquei o pai pela filha e a Cathy ficou aos pulos na cama, enquanto eu descansavo o que podia, com os olhos fechados.

7.20 a.m. – Toca o despertador. Apalpo a fralda da Cathy que estava seca e vamos as duas para a casa de banho. Ela faz o xi-xi dela e levo-a novamente para a minha cama, enquanto vou tomar banho.

8 h – Tudo dorme menos eu. Tinha tempo, deitei-me no sofá de toalha enrolada na cabeça para aproveitar um momento tão raro de tranquilidade.

8.15 h – Acaba-se o sossego.

Tem sido assim. Só variam as horas. As birras nocturnas do Tiago têm vindo a aumentar de dia para dia, desde o início de Agosto. Já não sei se é mimo, dentes, calor, sede, dores, eu sei lá. Ele chora mesmo desalmadamente e irritado, pelo que me parece dores. Mas que dores são essas que vêm tão de repente e não existem de dia? Serão cólicas? Será mesmo dos dentes?

Estas crises só por si já são más, mas ainda por cima a Cathy acaba também por sofrer com elas porque acorda. Se forem ainda umas 3 da manhã, ela ainda está cansada e acaba por adormecer, mas lá pelas 6, ela já se sente fresca o suficiente para achar que o dia já começou.

Eu e o João? Lá nos aguentamos, a dormir 4/5 h por noite.

30/08/07

Que carro?

Ao dar indicações a um homem tão alto que tem de se baixar para passar nas portas:

Eu: O Sr. sai por aqui e corta logo na 1ª à direita.
Ele: Ali onde está o carro preto?
Eu: Silêncio
(olho na direccção que ele aponta e não vejo mais que um muro branco. Olho novamente para ele e apercebo-me do absurdo)
Nós os dois: Desatamo-nos a rir

Explicação: É que eu nem para passar por baixo das portas dos armários da cozinha tenho de me baixar. Aquele senhor era mesmo muito alto e a sua vista panorâmica alcançava toda a rua que a mim estava barrada pelo muro.

09/08/07

O primeiro xi-xi pedido

PECS - Picture Exchange Communication System (Sistema de Comunicação por Troca de Imagens)

Esta é uma técnica aplicada em crianças (e adultos) autistas e consiste na comunicação não verbal entre o autista e o seu interlocutor. Com o PECS, o autista é capaz de indicar o que quer fazer, comer, o que sente, etc., mediante a escolha da figura que se ajusta à sua necessidade. Desejavelmente, o PECS vai também encorajar a fala, uma vez que depois de nos indicar no cartão que quer uma bolacha, nós verbalizamos o desejo, e se possível, só a damos depois de também ele repetir.

A educadora do ensino especial da Cathy, fez uma formação em PECS, infelizmente já próximo do final do ano lectivo. Com ela, a Cathy aderiu muito bem ao esquema, mas em casa nem por isso. Compreendo que assim seja, porque a envolvência é outra e em casa há mais predisposição para brincar à vontade dela.

Assim, tornou-se raro pegar no dossier de PECS embora uma vez por outra lá lhe mostrasse as imagens mais habituais: a bolacha, a casa de banho, alguns animais imitando os sons, etc.

Ontem, em casa da minha mãe, a Cathy estava a brincar no quintal e foi para dentro buscar o dossier. A minha mãe, (erradamente) pegou no símbolo da bolacha, pensando que era o que ela queria mas ela tirou-lho da mão com impaciência, voltou a guarda-lo no dossier e pegou no símbolo da casa de banho. Sem acreditar muito, a minha mãe po-la no bacio e chhhhhhhh um belo xi-xi :D

01/08/07

O meu naco

No dia 30, após uma brusca mudança de planos, em vez de rumar ao Porto fui ao aniversário da minha madrinha (de casamento) que é também a madrinha do Tiago.

Ora estava eu a jantar, com o Tiago entretido a roer um naco de pão quando o vejo a rir às gargalhadas. Olho para ele a tentar perceber e sigo o olhar dele para a mesa em frente. O danadinho estava a meter-se com a senhora que lá jantava e vice-versa, claro, porque o meu filhote é lindo de morrer (baba).

O namoro continuou o resto do jantar. Como ele já estava um pouco farto de estar no carrinho, depois do prato peguei nele e quando ia a comer a sobremesa a senhora estendeu-lhe os braços a convidá-lo. Pensei cá para os meus botões “não vou ser antipática e recusar, porque sei que assim que ele se sentir num colo estranho vai querer voltar para mim” e lá foi ele. Só que foi feliz da vida isso sim. Brincar com a senhora e as duas filhas com uns 8 e 12 anos que acharam que ele era um bonequinho. Comi a sobremesa toda torta, sempre a olhar para ele (não, brincas) a pensar que ele está realmente a crescer e não vai querer o colo da mãe a vida toda L

Contas feitas, dormiu uma meia horita na viagem para o restaurante e aguentou-se o jantar inteiro sem dormir e super bem-disposto. Já passava da meia-noite quando saímos do restaurante e só quando já estavamos quase a chegar a casa é que o sono o venceu. Dormiu a noite toda, que anjinho.

A Cathy ficou nos avós (ainda por cima foi a noite que vomitou). Custa-me imenso deixá-la, mas ela não aguenta uma noitada como o Tiago. Chegando às 21 e picos, ela quer é dormir e a verdade é que não iria tirar proveito de jantar num restaurante connosco. Quero acreditar que ficou muito mais feliz a jantar e brincar um pouco com os avós antes de ir dormir do que se fosse para um restaurante onde não podia correr e não tinha onde dormir quando chegasse o João Pestana. Espero não estar redondamente enganada.

Muito calor

A Cathy ressentiu-se deste calor insuportável dos últimos dias. Na noite de 30 para 31 vomitou o jantar que pouca vontade teve de comer. No dia anterior esteve com diarreia e ontem quase nada lhe ficou no estômago, nem uma bolacha ela aceitava o que, só por si, já é sinal de alerta.

Ao fim do dia, já andava mais bem disposta, em vez de sopa, dei-lhe uma papinha com o Primpéran antes para lhe preparar o estômago e a noite correu bem.

Além disto, o que ainda me estava a preocupar mais, foi que a Cathy passou o dia todo sem fazer xi-xi. Fez um xi-xi durante a noite, e só voltou a fazer às 20 h, já estava eu desesperada a pensar que tinha de telefonar para a Saúde 24. Felizmente fez no bacio ou eu ia ter uma inundação pior da que tive há umas semanas quando os canos entupiram com a máquina da roupa a lavar durante a noite.

Esteve a noite toda sem fazer xi-xi, e vim novamente preocupada para o trabalho porque não quis fazer quando acordou. Afinal, assim que chegou a casa da minha mãe, sentaram-na no bacio e ela “despachou serviço” ;)

Mais uma conquista

O Tiago já gatinha “à séria”, ou seja do modo mais convencional. Até agora, arrastava-se esparramado no chão, como se estivesse num exercício da tropa. Ontem, pela primeira vez, levantou o rabiosque dobrou as pernocas e com as mãos no chão começou a gatinhar rapidamente para o objectivo dele, que normalmente são os brinquedos que a mana tem no momento.

Ela vai ter de ser mais rápida a desviá-los, porque já não é como dantes que lhe bastava por as coisinhas dela 10 cm mais à frente que o chato do mano demorava imenso tempo a lá chegar LOL

E o perigo está agora sempre à espreita, além de alguma decoração que vamos ter de desviar para ele não se magoar, há os brinquedos da Cathy, que já têm peças pequenas e o Tiago não perdoa uma distracção nossa.

No dia 30, descobri ainda o seu 3º dentito. Desta vez nasceu um de cima: o incisivo central esquerdo (direito para nós, que confusão!).

26/07/07

Pieguices

Ontem entregaram-nos o livro que reune as fotos da Cathy, tiradas no 1º e 2º Parque. Está lindo, com comentários escritos pela Fátinha, e no fim um texto para a Cathy.

Escusado será dizer que chorei no fim, a minha mãe que viu antes de mim fez o mesmo. Mas que família mais piegas LOL

25/07/07

Já faltou mais

Ontem a meio da manhã, recebo um telefonema da escolinha da Cathy. Enquanto esperava anciosa que fizessem a ligação para a educadora, pensava como é que a Cathy podia ter adoecido, se estava tão bem disposta de manhã.

Afinal, desta vez não eram más, mas boas notícias: a Cathy tinha acabado de fazer um xi-xi no bacio (já na véspera tinha feito 2) e a educadora transbordava de felicidade e esperança “Não desistas nunca porque ela vai conseguir. Não ligues a quem te disser que ela não está preparada porque vocês são pais e conhecem a Cathy melhor que ninguém”.

Chegando ao final do dia, o balanço foi 3 xi-xis e 1 có-có no bacio. Este já foi em casa. A Cathy estava a brincar e de repente fica parada e faz um jeito às pernas. O João adivinhou, pegou nela e eu vi a aflição dela enquanto o pai lhe baixava as cuequinhas, mas esperou até estar sentadinha no bacio :D

17/07/07

Mudar de Vida

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar


António Variações


É o que me apetece...

Mudar de trabalho porque por aqui vive-se uma ambiente de loucos onde todos querem mandar e quem o devia fazer não faz. Acha que só deve apontar o que está mal e "Vocês entendam-se" "Deêm-me soluções".

LOL e o ordenado de Gerente, Director Técnico, Director Comercial e nem sei mais que cargos aceitou ele vai para quem afinal?

Como diz uma colega querida GODS!!!

12/07/07

As Férias

Estas (mini)férias foram atribuladas, mas também cheias de boas recordações.

Decidimos que tinhamos de tentar tirar as fraldas à Cathy e, esta seria a melhor altura. Escusado será dizer que, passado quase 1 mês, a Cathy está indiferente ao ter ou não ter fralda, quando quer faz e isso raramente acontece na altura em que está sentada no bacio.

O Tiago, com tantos dias a 100 % com a mamã, está com uma “mamice” aguda e só de perder o contacto visual comigo, desata a chorar.

Estes 2 factores conjugados, levaram a que muitas vezes, perdessemos a paciência. O que realmente nos vale, é que temos 2 filhos lindos, que nos dão forças para superar tudo.

Foi um espectáculo ver o Tiaguinho na praia. Ao contrário da mana que não suportava o contacto com a areia nem com a relva, a cara do Tiago encheu-se de felicidade quando viu os seus pézinhos no meio da areia, e em pouco tempo, a toalha já não interessava para nada porque o que ele queria era o contacto com aquela coisa nova, e era vê-lo todo cheio de areia (incluindo a língua, ooops!). Também se interessou pela água, mas estava fria para ele.

Na piscina, era um paz de alma. Estávamos num sítio pequeno e tranquilo, com um relvado próximo da piscina. Ele ficava na toalha, à sombrinha, entretido com os seus brinquedos e deixava que, ora eu, ora o pai estivéssemos na brincadeira com a mana, que parecia uma doida de felicidade.

Normalmente, a Cathy não queria entrar logo na piscina, mas quando o fazia, nunca mais tínhamos sossego porque era um entra e sai da água. Às vezes deitava-se na toalha de barriga para baixo muito quietinha, como se quisesse ficar a apanhar sol, para logo a seguir correr disparada para a piscina. O pior era quando já começava a ficar tarde e se levantava um ventinho. Aí é que ela queria estar sempre na água porque se tornava mais quentinha.

Por esses dias, a Cathy começou a querer dizer algumas palavras, já tinha começado há algum tempo na escolinha com a educadora do apoio, mas ainda não nos tinha dado o prazer. Agora já diz umas quantas: meia, bolacha, copo, prato são as mais usuais, mas é fácil ver que ela está realmente interessada no nome das coisas e quer repetir. Este fim de semana, engraçou com o ovo (parece-me que acha graça ao som do “v”) e repete o nome do Tiago.

Lendo este relato, até me parece difícil acreditar que estive (e estou) à beira de um ataque de nervos, mas as partes más são mais difíceis de descrever, e se formos a ver bem, não interessam muito.

De momento, há coisas que me parecem intangíveis. Não estou a ver a Cathy a mentalizar-se que o xi-xi é no bacio porque ela até acha graça à pocinha que fica quando ela faz pelas pernas abaixo. Só me resta acreditar, claro, e entretanto, ter sempre a esfregona à mão. Os tapetes, esse foram os primeiros a sair.

09/07/07

Dá ao mano!

Ontem estávamos os 3 no tapete: eu, a Cathy e o Tiago. A Cathy estava a brincar, lá à maneira dela, a ordenar livros e brinquedos, e o Tiaguito, tipo minhoquinha a tentar aproximar-se das coisas da mana para deitar a mão e destruir tudo e lá voltava a Cathy a por as coisas como queria que elas ficassem, um bocadinho mais à frente ou ao lado. Como a Cathy não se estava a stressar, eu ia deixando, vendo divertida os manos a brincar.

A determinada altura, a Cathy pega numa roca do Tiago e eu digo "É a roca do mano. É do Tiago. Dá a roca ao Tiago, dá!". Ela brincou uns segundos com ela e eu continuei a insistir para ela dar a roca ao mano e de repente ela levanta-se, agarra na mão do Tiago para ele a abrir e espeta-lhe com a roca na mão.

Eu fiquei feliz e aflita por o Tiago não se agarrar à roca para a Cathy perceber que esteve muito bem. "Agarra a roca, amor, agarra Tiago!" "Linda menina, muito bem!"